Era uma vez um exército!
ERA UMA VEZ...
“Era uma vez um exército.
Era uma vez um exército integrado por militares orgulhosos, briosos e conscientes do valor de sua farda e de seu papel perante a sociedade.
Esse exército que existiu tinha homens de brio, dignidade e honra que jamais permitiriam que sua farda, seu nome e seu posto fossem arranhados por ninguém e nem por nada.
Esse exército que existiu tinha comandantes que defendiam seus subordinados e lutavam por eles.
Esse exército que existiu tinha subordinados que confiavam em seus comandantes porque sabiam que, apesar da rigidez das exigências, poderiam contar com os comandantes para defendê-los de injustiças e de perseguições.
Esse exército que existiu zelava pela lei e pelo estrito cumprimento do dever. Por isso, não admitiam interferência externa de quem quer que fosse. Ninguém precisava ditar o que fazer e nem o que corrigir; os comandantes baseavam-se nas leis para defender a instituição, as leis, o país e o pundonor militar.
Esse exército que existiu era altaneiro e digno; não tinha comandantes cabisbaixos. Os de hoje olham para o chão como que a procurar o local onde lamber a fim de poderem manter regalias e benesses de honras.
Esse exército que existiu tinha orgulho de se apresentar para o público e desfilar. Os dobrados espelhavam o orgulho da tropa. Os dobrados de hoje parecem tristes, murchos, mecânicos, sem marcialidade, desprovidos de entusiasmo. Reflexo dos comandantes e da tropa.
O exército que existe tem comandantes sem brio e sem dignidade. O ex-deputado Roberto Jefferson recebeu a polícia federal a bala ao ser preso. O general de hoje é preso cabisbaixo, sem reagir, sem defender sua honra; não aprece general combatente. Simplesmente se entrega.
O exército que existe aceita arbitrariedades de um senhor supremo, que tudo faz para humilhar a farda e os militares. E os comandantes aceitam: por medo, por covardia, por omissão, por subserviência, para garantir benesses de taifeiros, guarda em forma, o ridículo bastão de comando e guardas-de-honra. Qual honra????
O exército de hoje aceita ordens de fulanos que interferem dentro das unidades militares e dizem o que fazer e como fazer. Apenas comandantes que não comandam aceitam interferência externa e ordens externas, as quais cumprem vergonhosamente.
O exército de hoje envergonha os militares de ontem, os militares temporários e os verdadeiros militares de hoje (ainda existem?) que vivem e viveram a profissão militar como sacerdócio e por idealismo.
O exército de hoje é um amontoado, um bando preocupado apenas em cumprir o horário de expediente e aguardar o contracheque no final do mês. Reflexo da atuação dos comandantes.
Era uma vez o outrora glorioso Exército de Caxias.
Existe hoje o exército de comandantes (se é que assim podem ser chamados) medíocres, covardes, frouxos, incapazes, subservientes, medrosos, que tudo aceitam. Até mesmo a perda da honra e da dignidade (se é que as tiveram algum dia, pois são meros carreiristas e interesseiros).”
Eu concordo em gênero, número e grau, e hoje?!

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