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Mostrando postagens de maio, 2025

Diário- 30 de maio, noite fria cheia de lembranças.

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Memória boa demais, quando volta, vem com uma força que o coração às vezes não dá conta de segurar tudo de uma vez. E minha crônica é um diário, espero que goste desta série... Data Estelar Memórias de Um Eu.... Diário – 30 de maio, noite fria Hoje o frio bateu daquele jeito que só quem é do Sul entende — cortante, úmido, se enfiando pelas frestas da alma, doendo as juntas dos ossos, o motorista do aplicativo de madrugada falou que veio de Manaus, primeiro frio no sul, havia ligado o aquecimento no último que ardia meus olhos. O dia de hospital foi longo, consulta com Yuri pela manhã no Sam25 e com Dr Gabriel no Sam08 a tarde. Conversei com Wilson, morador de rua, que puxou conversa me chamando de Karl Marx, parei para falarmos sobre e diacorremos por mais de uma hira sobre ele, a namorada que encontrou na rua, sua vida ruído de professor de capoeira (Zangão) ao momento atual. Falamos sobre o comunismo socialista, sobre zumbi, quilombolas, história da capoeira relembrando mestre Pas...

AMIGO DE INFÂNCIA: A TESTEMUNHA DO CRIME!

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 Ah, amigo de infância. Aquele ser que viu você com dente torto, joelho ralado e cabeça raspada com aquwla maquininha de mão cortada na barbearia do Pio, te viu chorando depois das varadas  de marmelo do seu pai, que te viu de pintinho pequeno nadando pelado no Rio Cambui — e ainda assim decidiu continuar sendo seu amigo. Isso não é amizade. É seita. É pacto. É ameaça velada. "Amigo de Infância: A Testemunha do Crime"  Amigo de infância é o único ser humano que te viu com o nariz escorrendo, comendo terra atrás da escola, e ainda te chama de “irmão” com orgulho. Ele sabe coisas. Coisas que nem você lembra. Tipo aquela vez que você inventou que sabia beijar só porque viu na novela e ficou batendo dente com a prima do João na festa junina, e depois chorou insanamente porque todos gritavam: _Tá namorando,  Tá namorando.  Ele viu. Ele riu. Ele nunca esqueceu. Enquanto os outros amigos te conhecem por quem você é, o amigo de infância te conhece por quem você foi — um...

O Cavaleiro do Silêncio Imortal

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  O Cavaleiro do Silêncio Imortal Há muito tempo, em uma era em que os homens esqueciam os nomes dos antigos deuses e o ouro comprava a verdade dos mais fracos, nasceu Andros — não em berço de glória, mas no seio da adversidade. Seu nome sussurrava pelos ventos das montanhas e pelo eco dos salões silenciosos, pois ele não era apenas um homem. Era um relicário vivo de eras esquecidas. Endros vestiu sua armadura pela primeira vez quando o mundo ainda ardia sob a tirania do ego e da ignorância. Lutou não por reis, mas pela justiça que não tinha voz. Suas mãos ergueram a espada não para conquistar terras, mas para libertar consciências. Marchou por desertos de dúvida, atravessou florestas de tentação, escalou montanhas de dor — e nunca tombou. Em cada batalha vencida, não colecionava troféus, mas cicatrizes — espelhos de sua alma forjada em sacrifício. Ele viu irmãos caírem sob o peso das mentiras. Viu juramentos serem quebrados diante da vaidade. Mas Andros permaneceu. Não porque era ...

Nunca brigue com um porco

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Nunca Brigue com um Porco Vocês dois vão se sujar, mas o porco vai gostar.  Por Abilio Machado  Disseram que o mundo mudou. Mas não mudaram as velhas estratégias: ergue-se um porco no chiqueiro das ideias e o desafiam para o ringue. O truque é simples — provoque, grite, acuse, rotule. Faça espuma com slogans, jogue fezes com palavras. Quem tentar responder, sai sujo. E o povo, claro, aplaude. Nada como um pouco de lama no horário nobre. “Não brigue com um porco. Vocês dois vão se sujar, mas o povo vai gostar.” É mais do que metáfora. É método. O palco de hoje é digital. Ali se encenam as guerras morais, os linchamentos de reputação, os delírios coletivos da pureza ideológica. O novo tribunal tem avatares. O velho autoritarismo se fantasia de justiça social. A ideologia woke, que nasceu com promessas de consciência, acordou agressiva e sem senso de ironia. A cada dia ela nos oferece um novo culpado para queimar. Seu método não é ensinar — é expor, cancelar, reduzir o outro a um...