Memórias do que não foi...1
Memórias do que não foi... Via-me. Eu estava ali sentado ao vaso sanitário, parado, olhando simplesmente a mim mesmo no espelho sobre a cadeira. Estava embebido por um devaneio tão nostálgico, quase não me reconhecia. Naquele instante mal recordava do que era eu ali, nú sentado olhando para um eu irreconhecível. Num repente insano gritei: __Onde está? Onde está... Ah, sim... Foi o tempo, foram os anos. Como é divina a infância em sua inocência. Queria ver de novo aquele carinha, como ligaria com o bullying sabendo o que sei... As molecagens, as artes, todas as coisas que só guris fazem. Os sonhos extraordinários, e o que dizer daquela vontade cheia de disposição para mudar o mundo. Aperto mais as lembranças e lembro do Jardim de infância, como era difícil ir para a escola de cabelos longos, a melhor hora era a liberdade de brincar com o patinete de madeira, enquanto a minha mãe, sempre vestida de preto, fazia suas aulas de corte e costura. Ser deixado ...