A noite de se jogar do 8 andar

 À ouvidoria ou a quem possa interessar...

Nesta noite de 11 de julho, logo após troca de plantão, e divisão de trabalho, na Enfermaria Cardiologia, ficamos sabendo que dos 03 internos , Edson ficaria com Ricardo e nós, eu e João ficaríamos com a técnica Lilian.

Estamos no quarto 802, eu no leito 5, João em pé frente ao leito 06 e Edson em seu leito 07, chega a técnica de enfermeira Lilian para se apresentar,  e eis minha surpresa,  que já ao entrar se dirige a mim com dedo em riste e palavras fora do contexto de ser considerado uma brincadeira como as quais estou acostumado como " nada de fazer arte" proferido por Dona Elaine ou  " nada de aprontar e cair hoje eihm seu Abilio" de Dona Carmem  que outra noite ajudou a levantar-me. Ou até " soube que andou aprontando ontem", dito por Marcelo. Ao contrário de tudo isso a Dona Lilian, se dirigiu a mim com " não quero ver ninguém caindo no meu turno, nada de ficar passeando , dando voltas por aí, falaram que estava até olhando pela janela do banheiro quando caiu, ( meio estranho alguém estar olhando a janela do banheiro e cair com a cabeça abrindo a porta de quarto, não há lógica nem probabilidade física)  não quero isso de olhar pela janela e cair, tá frio mesmo e escuro, *já sabe se quiser cair, faça um favor, que se jogue de uma vez do  oitavo andar lá pra baixo*, mas eu não quero que fiquem perambulando pelo meu plantão ( fato que nunca aconteceu, as únicas quedas que tive foi a idas e voltas ao banheiro e sentado no lugar, beira da cama)... todas as vezes que fui ao banheiro fui acompanhado, se não esperaram na saída é também outra história, a única vez que cai sozinho foi na infecto que fui jogar o lixo do café no cesto de lixo e fiquei desacordado por mais de 2 horas, sendo encontrado apenas as 10he pouco. Quando vieram trazer o lanche das 10h....eu fiquei chocado porque não esperava por tal agressividade gratuita, mas seu João prontamente me defendeu sobre a queda ocorrida na noite anterior, onde os enfermeiros Geronimo e Carmem me juntaram depois que saí do banheiro e cai próximo da cama,  tenho tido várias quedas e apagões, ou ausências, algumas curtas e outras longas,  porém sempre chamo ou aviso os enfermeiros que estarei no banheiro, quando tenho necessidade em ir. Minha limitação está neste caminho: cama, banheiro e vice versa.

Não gostei do tom e da abordagem realizada por esta senhora mesmo que já tenha me ajudado em outras ocasiões,  a qual sou grato, acho que as palavras usadas não condizem com a verdade e nem com o acontecido e comportamento, de uma profissional da saúde que trabalha com pessoas debilitadas. E quando João começou a  defender-me dizendo o que houve ela saiu batendo seus pés pelo corredor, dizendo que voltaria com a medicação. Neste instante pedi que gostaria de falar com ela e Doba Elaine. Quando ela voltou com a bandeja de medicações, perguntou por que eu estava bravo e  lhe disse o motivo, se em alguma vez faltei-lhe com o respeito e por que havia falado daquela maneira. E o que havia acontecido com Dona Elaine, pois gostaria de  ter atendimento em conjunto entre mim, ela e  Dona Elaine para que não houvesse mal-entendidos, ela disse que Dona Elaine estava ocupada, porém como não foi possível sua presença chamei o técnico Ricardo que passava para nos ouvir, ele tentou apaziguar, passar certo pano ao ocorrido, dizendo que talvez estivesse cansada, ou que foi um mal entendido,  mas isso até ouvir o que os colegas falaram o que ouviram , que eu queria só contar à  frente de Dona Elaine, o fato de ter sugerido que me jogasse do prédio, ou pegar as trouxas e ir embora. Não ser incomodada porque estava cansada porque tinha 2 filhos e 2 enteados para cuidar e que lhe enchiam o saco...Em nenhum momento lhe faltei com o respeito,  apenas não gostei das  referências usadas. Saiu pelo corredor falando coisas que não entendi. Quando veio me dar a nph da porta não queria entrar e dar pedindo à Dona Elaine que o fizesse, que no momento estava no quarto para saber do ocorrido, porém Dona Elaine a fez entrar e cumprir a sua função,  ela mesmo a contra sua vontade entrou então ao quarto, veio ao lado esquerdo de minha cama  e aplicou em meu braço esquerdo... Mais tarde  na hora de me dar o remédio para ajudar a dormir deu-me apenas um dos dois comprimidos e falei a técnica Carmem que acabou me trazendo depois de olhar a prescrição o outro comprimido, depois de verificar se o mesmo não teria ficado preso no fundo do copo plástico e então hoje pela manhã, 5h (12) na hora de aferir os sinais ela me disse : mentiu que só veio um , aí tomou 3 comprimidos é por isso que está sonolento e eu lhe disse: estou sonolento porque acordei agora. E ela saiu brava sem me contar qual resultado havia dado nos sinais, deixando os demais profisssionais no quarto. Queria saber quais medidas serão tomadas se nem ao menos um pedido de desculpas recebi da citada senhora que não agiu com o profissionalismo tão peculiar as equipes do hospital de clinicas. Fui aconselhado procurar a ouvidoria e também o Senhor Jossandro,  responsável pelo setor. Eu sou Abilio Machado ,  paciente cardio internado, enfermaria cardiologia... as testemunhas dos fatos o Sr João Leoterio Nascimento, 70 anos,  leito 06 e Sr Edson da Luz Almeida 39 anos leito 08.




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