Memórias do que não foi...1
Memórias do que não foi...
Via-me.
Eu estava ali sentado ao vaso sanitário, parado, olhando simplesmente a mim mesmo no espelho sobre a cadeira.
Estava embebido por um devaneio tão nostálgico, quase não me reconhecia.
Naquele instante mal recordava do que era eu ali, nú sentado olhando para um eu irreconhecível.
Num repente insano gritei:
__Onde está? Onde está...
Ah, sim... Foi o tempo, foram os anos. Como é divina a infância em sua inocência. Queria ver de novo aquele carinha, como ligaria com o bullying sabendo o que sei... As molecagens, as artes, todas as coisas que só guris fazem.
Os sonhos extraordinários, e o que dizer daquela vontade cheia de disposição para mudar o mundo.
Aperto mais as lembranças e lembro do Jardim de infância, como era difícil ir para a escola de cabelos longos, a melhor hora era a liberdade de brincar com o patinete de madeira, enquanto a minha mãe, sempre vestida de preto, fazia suas aulas de corte e costura. Ser deixado em ponto errado pelo motorista da Kombi. Aventuranças de um quase criança.
Minhas artes plásticas nas aulas de educação artística como eram libertadores e meus escritos em portugues, em história, como eram agregadores da mente e do movimento desde que minha mão foi levada a fazer rabiscos, rabiscos que tinham sentido. Duas coisas, três coisas me fizeram ver a arte e a escrita como grandes descobertas para a vida: quando os desenhos é corações criavam dúvidas aos professores que interrogavam: foi você quem fez ?! Quando rapidamente montava poesias, poemas e prosas, redações e contos na hora para o espanto é raiva despertada no mais idiotizado professor que já tive o desprazer de conviver.
É a terceira quando a professora de artes é também musicista fez teste musical e estava no pequeno grupo que poderiam estudar música, desde que tivessem dinheiro para pagar as aulas particulares.

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